terça-feira, 14 de julho de 2009

Blog encerrado para férias



Caros leitores,

Aproveito para informar que este blog encerra a partir de hoje para férias.
Espero voltar dentro de alguns dias revigorado pelo Sol e pelo Mar...

Abraço

O valor das coisas

O valor das coisas
não está no tempo que duram,
mas na intensidade
com que acontecem.

Por isso existem momentos
inesquecíveis, coisas
inexplicáveis, e
pessoas incomparáveis.

Fernando Pessoa

Sobre Fernando Pessoa


Fernando António Nogueira Pessoa nasceu em Lisboa a 13 de Junho de 1888, cidade onde morreu no dia 30 de Novembro de 1935. Considerado um dos maiores poetas da Língua Portuguesa, o seu valor é comparado ao de Camões.
Viveu a maior parte de sua adolescência na África do Sul e teve, depois, uma vida discreta. Passou pelo jornalismo, publicidade, comércio e, principalmente pela literatura onde se desdobrou em várias outras personalidades conhecidas como heterónimos.
Morreu aos 47 anos, tendo a sua última frase sido escrita em inglês: "I know not what tomorrow will bring" ("Não sei o que o amanhã trará").


Prazer de nada fazer, ou a revolta do prisioneiro!

Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
O mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...

Fernando Pessoa

sexta-feira, 10 de julho de 2009

A epidemia dos teclados


Paralelamente aos alarmantes casos de gripe A (H1N1) que têm sido detectados últimamente, outra epidemia tem contaminado mais recentemente o Luxemburgo: a epidemia dos teclados. Alguns exemplares têm sido encontrados com infecções de vária ordem e sido imediatamente retirados de circulação, dada a gravidade das infecções que corpos, bactérias, ácaros e todo o tipo de sujidade têm causado. Alguns teclados já foram submetidos a rigorosas análises de despistagem dos vírus, que acabaram por confirmar vários tipos de infecções que são neste momento alvo de aturada investigação.
Segundo informações de última hora da Direcção Geral de Saúde, uma vacina está a ser estudada para os casos mais graves, já que alguns utilizadores têm ficado em casa de quarentena.

(clique na imagem para ampliar)

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Lição para meditar

Qual de nós ainda não se queixou da vida que leva, a maioria das vezes sem a menor razão. Enquanto temos tudo e nos queixamos da escola, da comida que não gostamos, da roupa que não está na moda, do carro novo que queremos comprar, da casa que precisava de remodelações ou ainda porque não tivemos as férias que idealizaramos, existem milhões de pessoas no mundo que vêem a vida fugir-lhe pelas mãos e travam autênticas batalhas para sobreviver no dia-a-dia. Por ironia do destino, são normalmente os mais desprotegidos da sociedade que têm a humildade de agradecer a Deus por cada dádiva nas sua vidas. Muitas vezes com um sorriso em vez de lágrimas.
Aproveitem para ver este filme até ao fim e meditem um pouco na sorte que temos.

A Fénix Renascida


A fénix, o mais belo de todos os animais fabulosos, simbolizava a esperança e a continuidade da vida após a morte. Revestida de penas vermelhas e douradas, as cores do Sol nascente, possuía uma voz melodiosa que se tornava triste quando a morte se aproximava. A impressão que a sua beleza e tristeza causava nos outros animais, chegava a provocar a morte deles. Segundo a lenda, apenas uma fénix podia viver de cada vez. Hesíodo, poeta grego do século VIII a. C., afirmou que esta ave vivia nove vezes o tempo de existência do corvo, que tem uma longa vida. Segundo alguns escritores gregos, a fénix vivia exactamente quinhentos anos.
Quando a ave sentia a morte aproximar-se, construía uma pira de ramos de árvore da canela, em cujas chamas morria queimada. Mas das cinzas erguia-se então uma nova fénix, que colocava piedosamente os restos da sua progenitora num ovo de mirra e voava com eles à cidade egípcia de Heliópolis, onde os colocava no Altar do Sol. Dizia-se que estas cinzas tinham o poder de ressuscitar um morto.
O devasso imperador romano Heliogábalo (204-222 d. C.) decidiu comer carne de fénix, a fim de conseguir a imortalidade. Comeu uma ave-do-paraíso, que lhe foi enviada em vez de uma fénix, mas foi assassinado pouco tempo depois. Actualmente, os estudiosos crêem que a lenda surgiu no Oriente e foi adaptada pelos sacerdotes do Sol de Heliópolis como uma alegoria da morte e renascimento diários do astro-rei. Tal como todos os grandes mitos gregos, desperta consonâncias no mais íntimo do homem.
A crença na ave lendária que renasce das próprias cinzas existiu em vários povos da antiguidade como gregos, egípcios e chineses. Em todas as mitologias o significado é preservado: a perpetuação, a ressurreição, a esperança que nunca têm fim.
Há um paralelo da fénix com o Sol, que morre todos os dias no horizonte para renascer no dia seguinte, tornando-se o eterno símbolo da morte e do renascimento da natureza.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Tatuagens

Agora que passei também a colocar vídeos no blog, deixo-vos outra das músicas que me toca profundamente.
Esta veia amorosa hoje está mesmo forte. Deve ser por causa da Lua...

Você é Linda

No ano passado tive a felicidade de estar no Luxemburgo com Caetano Veloso, de quem sou fã e por quem nutro grande admiração. Entrevistei este verdadeiro "ícone" da música brasileira e assisti ao monumental show que deu na maravilhosa sala da Philharmonie. Durante a entrevista pedi-lhe que cantasse "Você é linda" no espectáculo e expliquei-lhe a razão porque o fazia... Caetano acedeu prontamente e disse-me com grande serenidade: "Com toda a certeza que vou tocar. Além de fazer parte do meu repertório, o amor é uma razão muito forte para se satisfazer um pedido como o seu". Quando me fui despedir dele, após o show, disse-me com um sorriso: "Se for ao Rio de Janeiro e eu estiver actuando, vá me ver."

Quando lá for, vou cobrar. Mesmo!
Saravá



Rio Azul

Quero fazer aqui uma homenagem a Setúbal, minha terra natal, e ao rio Sado, um dos mais belos de Portugal.
Ouvi desde pequenino o Chico da Cana cantar o "Rio Azul" que aqui deixo a letra.


Rio Azul

Setúbal, eu tenho pena
de não te poder cantar
Tu és mote de um poema
que ninguém pode ensinar

Se há beleza em qualquer lado
se valesse algum dinheiro
com a princesa do Sado
comprava-se o mundo inteiro

Onde é que existe um rio azul igual ao meu
que em certos dias tem mesmo a cor do céu,
minha cidade é um presépio é um jardim
queria guardá-la inteirinha só para mim

Setúbal terra morena
onde tudo fica bem,
tens a beleza serena
no rosto de minha mãe

Ó rio Sado de águas mansas
que pró mar vais a correr,
não leves minhas esperanças
sem esperanças não sei viver

Onde é que existe um rio azul igual ao meu
que em certos dias tem mesmo a cor do céu,
minha cidade é um presépio é um jardim
queria guardá-la inteirinha só para mim

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Cuidado com o calor...


Por falar em praias e na azáfama que a estação balnear provoca, é bom lembrar que o calor tem também os seus pontos negativos.
Quando em excesso, pode provocar uma sonolência que tem o seus incovenientes, como ilustra a foto acima. No sítio da Nazaré (Portugal) a tia deixou-se dormir e o cão, fiel ao dono como sempre, resolveu também fazer a sesta.
O pior é que enquanto dormiam sob um sol abrasador, a malta que ia passando foi-se servindo à vontade...

Mau dia para o negócio.

Nova moda feminina nas praias


Como o Verão está aí e o pessoal vai começar a rumar às praias nos próximos dias, era só para avisar que a nova colecção feminina já está disponível nas melhores lojas. Aproveitem meninas que o stock é limitado...

sábado, 4 de julho de 2009

Uma ementa em bom português

Tenho alguns amigos brasileiros que de vez em quando me fazem a cabeça por causa dos erros de português e dos "portugas". Mas como não sou homem de levar 'desaforo para casa', aqui vai a resposta. Descobri na net esta ementa especial escrita em um "brazuquês" que é uma delícia.
Ora vejam:

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Brincadeiras da língua portuguesa

Qual é a única comida que liga e desliga?
- O Strog-On-Off.
Como é que se fazem omeletas de chocolate?
- Com ovos da Páscoa.
O que é que um tomate diz para o outro?
-Tomatas-me
O que é que um tubarão diz para o outro?
-Tubaralhas-me
O que é que uma impressora diz para a outra?
-Essa folha é tua ou é impressão minha?
Como é que duas enzimas fazem amor?
- Uma enzima da outra.
Diz a massa para o queijo:
- Que maçada!
Responde o queijo:
- E eu ralado!
Sabem quando é que os americanos comeram carne pela primeira vez?
- Foi quando la chegou o cristovão co-lombo
O que é que uma árvore de Natal tem em comum com um padre?
- Em ambos os casos, as bolas só servem para enfeitar...
No hospital, diz o médico:
- O senhor é o dador de sangue?
- Não, sou o da dor de cabeça!