segunda-feira, 15 de junho de 2009

Jornalismo: informação X opinião?



No Estatuto de Jornalista diz no artigo n° 1 que: São considerados jornalistas aqueles que, como ocupação principal, permanente e remunerada, exercem funções de pesquisa, recolha, selecção e tratamento de factos, notícias ou opiniões, atraves de texto, imagem ou som, destinados a divulgação informativa pela imprensa, por agência noticiosa, pela rádio, pela televisão, ou por outra forma de difusão electrónica.


Jornalismo é pesquisa, é actualização, é vivência, é o acumular de boa leitura, é o domínio do texto, é ter sensibilidade para contar histórias, narrar, interpretar e analisar a realidade e os factos a partir de vários pontos de vista.
Jornalismo é a narração com respeito, isenção e consciência ética pelos acontecimentos dos seres que constróem a vida. É ter a capacidade de ligar temas e assuntos (por vezes) aparentemente sem conexão, na grande teia da história humana, para que a sociedade possa, a partir disso, pensar com a própria cabeça.

O jornalista é, na verdade, um contador de histórias, um provocador do pensar, um artífice da palavra. Ser jornalista é, antes de mais, pensar. Tentar perceber, encontrar pontes, pontos de ancoragem entre o que surge como objecto e uma perspectiva própria. Filtrar em si aquilo que se notícia ou reporta.

Mas a dúvida surge sempre: O jornalista não é também um opinionista? Ao lidar com o saber e o pensar, não transmite por vezes as suas próprias opiniões correndo o risco de provocar transformações na opinião pública? Pode-se dissociar completamente informação de opinião?

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