segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Autárquicas/Resultados: PSD mantém mais câmaras mas vê PS aproximar-se


O PSD manteve ontem o estatuto de força política com maior número de presidências de câmara, com 138, mas viu o PS aproximar-se e atingir as 131, nas eleições autárquicas de domingo.
Ainda com dois municípios dos 308 por apurar, os sociais-democratas garantiram 116 lideranças de câmaras municipais, às quais se somam 22 vitórias em coligação: 19 coligações com o CDS-PP, duas em que participam também o PPM e o MPT e uma outra em que os "laranjas" se juntaram aos monárquicos.
Os socialistas garantiram 130 mandatos presidenciais locais, seguindo-se a CDU, com 28.
Os movimentos de cidadãos independentes alcançaram a vitória em sete municípios, enquanto CDS-PP e BE mantiveram cada um apenas uma câmara.
Nas eleições de 2005, o país já se tinha mantido maioritariamente "laranja", com o PSD a conseguir 158 presidentes de autarquias, seguido do PS, com 109, e da CDU com 32.
Pouco mais de cinco pontos percentuais, suficientes para uma diferença de dois mandatos, separaram os resultados obtidos pelo PS e pelo PSD na corrida eleitoral à presidência da Câmara de Lisboa.
Depois de obter 29,49% dos votos, equivalentes a seis mandatos, nas eleições intercalares de 2007, o candidato socialista e actual presidente do executivo, António Costa, conquistou mais três mandatos (44,01%), depois de incluir na sua lista "Unir Lisboa" o movimento Cidadãos por Lisboa, liderado por Helena Roseta, e o ex-candidato bloquista José Sá Fernandes.
Com sete vereadores eleitos e 38,69% da votação, o cabeça-de-lista da coligação "Lisboa com Sentido" (PSD/CDS-PP/MPT/PPM), Pedro Santana Lopes, não conseguiu atingir os objectivos a que se propôs durante a campanha: a vitória e a maioria absoluta, que pediu aos eleitores para poder governar "com eficácia".
Ainda sem todos os boletins contados, Santana Lopes foi o primeiro a falar, admitindo a derrota e mostrando-se "inclinado" a ficar no executivo como vereador: "Quero ponderar e anunciarei muito brevemente se irei exercer o cargo de vereador".
Santana Lopes justificou a derrota da coligação pelo voto útil dos eleitores comunistas do PS, que, no seu entender, terão votado CDU para as freguesias, mas optado pelo PS na eleição para a Câmara Municipal.
A CDU saiu das autárquicas como terceira força política, mas perdeu um dos dois vereadores que tinha no executivo e elegeu apenas Ruben de Carvalho.
Já António Costa afirmou que a vitória por maioria absoluta foi a de "quem percebeu que o caminho era unir Lisboa" e sublinhou que este foi um "resultado histórico", o "melhor resultado de sempre" do PS na capital.
"Esta é, desde 1976, a primeira vez que a direita coligada é derrotada na cidade de Lisboa", acrescentou.

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