terça-feira, 17 de novembro de 2009

O "não-concerto" de Gilberto Gil


Gilberto Gil, figura incontornável da música brasileira, apresentou ontem na magnífica sala da Philharmonie, no Luxemburgo, o "The String Concert".
Mas desta vez, o ex-ministro da Cultura brasileiro, desiludiu de certa forma - e para grande espanto meu - a imensa plateia que encheu por completo o anfiteatro onde se encontrava um significativo número de brasileiros.

Acompanhado pelo violoncelista Jacques Morelenbaum e pelo filho Bem Gil, na viola, Gilberto ficou-se por um concerto acústico, bem ao contrário de quando em 2002 apresentou, em Wiltz, com a sua banda recheada de músicos de excepção o álbum Kaia N'gandaia, levando ao rubro a sala num autêntico show de energia.
Ontem, aquele que foi considerado um ícone do movimento Tropicalista brasileiro, cantou uma grande maioria de músicas desconhecidas, interpretando apenas conhecidos temas como "Central do Brasil", Samba Rock" e "Lamento Sertanejo". Só!

Apesar de tudo, a actuação foi trio foi irrepreensível no que toca à instrumentalização e à lucidez quase divina das letras que o cantor brasileiro escreve. Mas o público (brasileiros incluídos) esperava um repertório conhecido e variado que apenas Gil é capaz de interpretar magistralmente... quando quer.
Parece mentira, mas alguns até adormeceram perante a minha incredulidade. Não, ontem não gostei de Gilberto Gil. Não foi o "cara" que eu tanto admiro e gosto de ouvir cantar.

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