
Eram 02h56, hora do Luxemburgo, quando o Chile rebentou de alegria (e principalmente as famílias dos resgatados) com a chegada à superfície de Luis Urzúa - o líder do grupo de 33 mineiros que passaram os últimos 69 dias presos debaixo de terra - mais de 22 horas depois de Florêncio Avalos, o primeiro da lista de socorridos. Urzúa foi o último a subir a bordo da cápsula "Fénix 2", pondo fim a uma operação inédita, histórica e sem precedentes.
"Milagre!" Foi assim classificada a operação de resgate dos mineiros que sobreviveram desde 5 de Agosto, no fundo da mina San José, a quase 700 metros de profundidade, no Chile. Após tantos dias de confinamento forçado, a sobrevivência de todos estes homens e o regresso à superfíce só poderia ser visto como um milagre, como testemunhou o presidente do Chile, Sebastian Piñera, que se manteve no local até que toda a equipa de salvamento estivesse à também à superfície.
Emocionei-me, confesso. Até parecia que também era chileno. Lembrei-me que em Novembro de 2008, numa visita de Estado que acompanhei como jornalista, visitei uma mina no norte do Chile (a maior do país) e estive também a 400 metros de profundidade (apenas de visita), numa das enormes galerias... agora posso imaginar o que aqueles homens sofreram.
Ao cantarem, em conjunto, com todos os presentes o hino nacional, não consegui evitar uma lágrima pela saga vivida por todos aqueles os mineiros. Heróis de um povo e de uma classe operária que coloca a vida em perigo vezes sem conta. Bravo!
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