Dizer o que nos vai na alma nem sempre é tarefa fácil. Por isso, muitas vezes nos calamos e engolimos sapos quase do tamanho de elefantes. Mas quando temos a coragem de despejar verdadeiramente "o saco", ficamos mais aliviados e de bem com a nossa consciência. Por isso, proponho que usem este blog com coragem e ousadia para aqui deixarem as vossas sugestões, ideias, relatos, denúncias, curiosidades e outros assuntos que possam merecer interesse. Obrigado.
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Nelson Mandela: Morreu 'Madiba', o maior dos filhos da África do Sul
O ex-presidente sul-africano Nelson Mandela morreu esta quinta-feira aos 95 anos, depois de uma vida dedicada à luta contra a discriminação racial e contra as injustiças sobre a população negra. "Não há caminho fácil para a liberdade", afirmava.
Um dos políticos mais conhecidos e respeitados do mundo, Mandela, também conhecido como "Madiba", esteve preso 28 anos (1962-1990), acusado de sabotagem e luta armada contra o governo racista da África do Sul e, em 1994, tornou-se no primeiro presidente negro do país, eleito nas primeiras eleições livres e multirraciais.
Em 1993 recebeu o Prémio Nobel da Paz, governou a África do Sul até 1999 e tornou-se num dos principais estadistas do século, como referência na luta contra a segregação racial, e sempre foi visto pelos seus compatriotas como o patriarca da "nação do arco-íris".
Nelson Rolihlahla Mandela nasceu em 18 de Julho 1918, perto de Umtata, capital da reserva de Transkei, no seio da família real da tribo Themba, chefiada por seu pai, Henry Gadla Mandela.
A frase "Não importa o quão estreito seja o portão e quão repleta de castigos seja a sentença, eu sou o dono do meu destino, eu sou o capitão da minha alma" de Madiba ficará para sempre na história, assim como o poema "Invictus", do britânico William Ernest Henley, que serviu de inspiração na luta contra a discriminação racial que travou durante décadas.
Invictus
Dentro da noite que me rodeia
Negra como um poço de lado a lado
Agradeço aos deuses que existem
por minha alma indomável
Sob as garras cruéis das circunstâncias
eu não tremo e nem me desespero
Sob os duros golpes do acaso
Minha cabeça sangra, mas continua erguida
Mais além deste lugar de lágrimas e ira,
Jazem os horrores da sombra.
Mas a ameaça dos anos,
Me encontra e me encontrará, sem medo.
Não importa quão estreito o portão
Quão repletade castigo a sentença,
Eu sou o senhor de meu destino
Eu sou o capitão de minha alma.
A nação africana e o mundo também, perderam o maior dos seus filhos. Descanse em paz!
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