Joseph Blatter, presidente da FIFA, considerou que a transferência milionária de Cristiano Ronaldo do Manchester United para o Real Madrid é "boa para o futebol", enaltecendo a vitalidade do mercado em plena crise económica mundial.
"Isto significa que o nosso produto continua a ser bom. Se este é o jogo do povo, os adeptos precisam de estrelas", justificou.
Perto de 94 milhões de euros foi a verba dispendida pelos merengues para assegurar a contratação do melhor do Mundo da FIFA em 2008, o que constitui um novo recorde no futebol internacional.
"Sejamos generosos: é muito dinheiro, mas é o mercado. Há uma sensível crise económica mundial, mas o futebol continua a ser um bom mercado", acrescentou.
Contra os cépticos, Blatter recorda que há mais de uma década o brasileiro Ronaldo (1997) já tinha custado uma exorbitância ao Inter que o foi contratar ao FC Barcelona.
"Foram 50 milhões de dólares há mais de 10 anos. Por isso, o que são 80 milhões de libras agora? As declarações do presidente da FIFA divergem claramente das da UEFA, quando na quinta-feira, Michel Platini se manifestou "surpreso" pela "sucessão quase diária de transferências milionárias", numa altura em que o futebol europeu enfrenta "perigosos desafios financeiros".
ps - Estranho, mas ao mesmo tempo compreendo as declarações "estratégicas" de Joseph Blatter, presidente do organismo que superintende o futebol mundial.
Sem querer retirar o mérito a Cristiano Ronaldo, que é sem dúvida um dos melhores jogadores do mundo (e são por certo muitos os que partilham a minha opinião), acho que as somas exorbitantes que se pagam por jogadores atíngem neste momento números verdadeiramente escandalosos.
O que o presidente da FIFA se esqueceu de dizer é que o "fosso" cada entre os maiores dos colossos do futebol mundial (com especial predominancia para o europeu) e os clubes do resto do mundo que comparativamente são obrigados a governarem-se com "tostões é cada vez mais evidente.
Porque é que as principais instâncias do futebol mundial não obrigam os grande clubes a deixar uma parte - mesmo pequena que seja - dos montantes das chorudas transferências para distribuir pelos pequenos clubes (alguns de bairro como o "Andorinha" que ajudou a formar Cristiano Ronaldo) para que estes se possam dotar das infraestruturas mínimas de apoio à formação dos novos craques?
E isto para já não falar da afronta que tais verbas constituem a milhões de trabalhadores que duramente "vergam a mola" o dia inteiro para sustentar, a maioria deles, as suas famílias de forma precária ...
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