sexta-feira, 12 de junho de 2009

A verdade sobre o amor



O Amor



"Ah, o Amor... que nasce não sei onde, vem não sei como e dói não sei porquê"...
(Carlos Drumond de Andrade)
É um sentimento que transforma completamente as pessoas... para melhor, dizem muitos.
Mas há também quem se engane e desiluda, e alguns de uma forma irremediável.

Quando se ama verdadeira e incondicionalmente, não há barreiras que possam impedir dois seres de se unirem através do mais nobre dos sentimentos.
O Amor é a única força capaz de mover montanhas para que duas pessoas se possam transformar numa só, em toda a sua plenitude e sem restrições, fundindo para sempre os seus corações. Nem distância, nem condição, nem cor, nem religião... Nada nos pode separar do verdadeiro Amor quando se ama sem mentiras nem supterfúgios. O problema é que nem sempre é assim...

Não me ame pela beleza; pois um dia ela se acaba.
Não me ame por admiração, pois um dia você se decepciona.
Ame apenas... incondicionalmente, pois o tempo nunca pode acabar um Amor sem explicação!

O Amor só é Amor, se não se dobrar a obstáculos e não se curvar a vicissitudes... é uma marca eterna... que sofre tempestades sem nunca se abalar.

O Amor é uma flor delicada, mas é preciso ter coragem para ir colhê-la à beira de um precipício, ou por vezes ir mais longe e atravessar um Oceano...
O resto, não é amor. É um embuste, uma farsa...

Acreditem!

2 comentários:

  1. Amigo Álvaro,

    Ainda pior que a convicção do não,
    É a incerteza do talvez,
    É a desilusão de um quase!

    É o quase que me incomoda,
    Que me entristece,
    Que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.

    Quem quase ganhou ainda joga,
    Quem quase passou ainda estuda,
    Quem quase amou não amou.

    Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos,
    Nas chances que se perdem por medo,
    Nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

    Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna.
    A resposta eu sei de cor.

    Está estampada na distância e na frieza dos sorrisos,
    Na frouxidão dos abraços,
    Na indiferença dos "bom dia", quase que sussurrados.

    Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz.

    A paixão queima,
    O amor enlouquece,
    O desejo trai.

    Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor.
    Mas não são.

    Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo,
    O mar não teria ondas,
    Os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.

    O nada não ilumina,
    Não inspira,
    Não aflige nem acalma,
    Apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

    Preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.

    Para os erros há perdão,
    Para os fracassos, chance,
    Para os amores impossíveis, tempo.

    De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.
    Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.

    Não deixe que a saudade sufoque,
    que a rotina acomode,
    que o medo impeça de tentar.

    Desconfie do destino e acredite em você.
    Gaste mais horas realizando que sonhando...
    Fazendo que planejando...
    Vivendo que esperando...

    Porque, embora quem quase morre esteja vivo,
    Quem quase vive já morreu.


    Luis Fernando Veríssimo - Thomé

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  2. Senhor Loss,

    Há quem prefira ficar no quase,
    Viver de forma morna no Outuno da vida,
    Há quem conheça as respostas mas tenha falta de coragem até para ser feliz... sobretudo depois de já ter conhecido (e vivido) a felicidade,
    Quem prefera a derrota prévia à dúvida da vitória, mesmo sem tentar,
    Se existe para os erros, perdão,
    para os fracassos, chance e para os amores impossíveis, tempo, é a opinião do autor do poema (Luis Fernando Veríssimo).

    Parece que eu já quase morri!

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