segunda-feira, 15 de junho de 2009

Quase me esquecia da Estátua da Liberdade...


Estar em Nova Iorque e não ir à Estátua da Liberdade é o mesmo que ir a Roma e não ver o Papa. Digo eu...
No meu curto périplo pela fascinante metrópole, também lá fui. Rapei um frio do cacete, mas fui!
Levantei-me nesse dia com febre, saí do hotel e a neve caia abundantemente. Bebi um café (de quase meio-litro) no Starbucks Coffee, a correr, e apanhei um Yellow Cab (o tradicional táxi amarelo novaiorquino) para Battery Park, de onde saem os ferries para Liberty Island (Ilha da Liberdade).
Não havia "bicha" e a travessia demorou cerca de 15 minutos. Apesar do frio que estava (8 graus negativos), a emoção crescia à medida que me aproximava da famosa estátua com a tocha na mão. Subi ao convés do barco mas quase nem consegui fazer fotos. O vento gelado trespassou-me completamente o esqueleto que até me fez bater o dente. Os meus dedos nem sensibilidade tinham para manejar a máquina fotográfica, mas lá me desenrasquei. Desci de imediato para me abrigar, senão aproveitavam-me para fazer cubinhos de gelo...
Desembarcado, dei a volta à ilha com um passo aceleradíssimo, com neve pelo tornozelo, e terminei a visita num dos bares a comprar umas lembranças e a beber outro "balde" de café, que tive de segurar com as duas mãos, roxo de frio que estava.

A Estátua da Liberdade foi oferecida por Napoleão III como gesto de amizade entre a França e os Estados Unidos, e é um dos mais universais símbolos da liberdade política e da democracia; o seu nome oficial é Liberty Enlightening the World (A Liberdade Iluminando o Mundo).
Inaugurada em 28 de Outubro de 1886, a estátua, que mede 46,50 metros (92,99 m contando o pedestal), foi classificada como Monumento Nacional em 15 de Outubro de 1924 e restaurada para a cerimónia que assinalou o seu primeiro centenário, em 4 de Julho de 1986.
As 25 janelas da coroa simbolizam jóias encontradas na terra e raios celestes brilhando sobre o mundo; os sete raios da coroa representam os sete mares e continentes do mundo; a tábua que a figura segura na mão esquerda tem a inscrição "4 de Julho de 1776".
A plataforma de observação no topo do pedestal - actualmente fechada ao público - oferece uma excelente vista sobre o porto de Nova Iorque, mas só a ilha pode ser visitada.

Também visitei o museu da Imigração, em Ellis Island (na ilha ao lado), e fiquei deslumbrado pelo enorme e valioso testemunho da história. De 1892 a 1954, cerca de doze milhões de imigrantes passaram nas inspecções deste local tão pequeno, e aqueles que eram encaminhados para um ou outro lado do Atlântico sairiam dali com uma lembrança quase mítica deste lugar. Afinal, como eu saí...

Tão cedo não vou esquecer.

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