
O número de vítimas mortais do ópio produzido no Afeganistão, nos países ocidentais, é cinco vezes mais elevado do que as perdas sofridas pela NATO em oito anos de guerra. Por ano, morrem 10 mil pessoas. Em todo o mundo contabilizam-se 100 mil vítimas.
Irão, Paquistão e outros países daquela região são os mais afectados, segundo um relatório das Nações Unidas. O dinheiro do ópio é usado para financiar os rebeldes e os grupos criminosos, na Ásia Central, na Rússia e nos Balcãs.
O Afeganistão produz 92 % do ópio do mundo, o que equivale a cerca de 65 mil milhões de dólares. Esta droga é consumida por 15 milhões de pessoas. A produção tem vindo a crescer ao longo da última década: em 2009, foram quase sete mil toneladas.
O valor supera o consumo mundial. No relatório das Nações Unidas, estima-se que estejam armazenadas 12 mil toneladas de opiáceos – se a produção parasse imediatamente, haveria ainda um amplo fornecimento. Os agricultores afegãos ganharam 6,4 mil milhões de dólares com o cultivo da papoila do ópio entre 2002 e 2008.
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