domingo, 28 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Como determinar o sexo de um pássaro?


Sempre pensei que havia de ser determinado quimicamente ou
através da longa observação, plumagem, tamanho, etc…
Até agora !!!
De dois pássaros, qual é a fêmea ?
Acima estão dois pássaros ....
Estude bem a foto…
Veja se consegue advinhar qual dos dois é a fêmea.
É possível ! Mesmo por pessoas com dotes limitados de
observação de pássaros!

ps - É simples... veja quem está a falar (piar). O sexo feminino adora falar...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A RAÇA DO ALENTEJANO

A raça do alentejano?
É, assim, a modos que atravessado.
Nem é bem branco, nem preto, nem castanho, nem amarelo, nem vermelho....
E também não é bem judeu, nem bem cigano.
Como é que hei-de explicar?
É uma mistura disto tudo com uma pinga de azeite e uma côdea de pão.
Dos amarelos, herdámos a filosofia oriental, a paciência de chinês e aquela paz interior do tipo "não há nada que me chateie"; dos pretos, o gosto pela savana, por não fazer nada e pelos prazeres da vida; dos judeus, o humor cáustico e refinado e as anedotas curtas e autobiográficas; dos árabes, a pele curtida pelo sol do deserto e esse jeito especial de nos escarrancharmos nos camelos; dos ciganos, a esperteza de enganar os outros, convencendo-os de que são eles que nos estão a enganar a nós; dos brancos, o olhar intelectual de carneiro mal morto; e dos vermelhos, essa grande maluqueira de sermos todos iguais.
O alentejano, como se vê, mais do que uma raça pura, é uma raça apurada.
Ou melhor, uma caldeirada feita com os melhores ingredientes de cada uma das raças.
Não é fácil fazer um alentejano.
Por isso, há tão poucos.
É certo que os judeus são o povo eleito de Deus.
Mas os alentejanos têm uma enorme vantagem sobre os judeus: nunca foram eleitos por ninguém, o que é o melhor certificado da sua qualidade.
Conhecem, por acaso, alguém que preste que já tenha sido eleito para alguma coisa?
Até o próprio Milton Friedman reconhece isso quando afirma que "as qualidades necessárias para ser eleito são quase sempre o contrário das que se exigem para bem governar".
E já imaginaram o que seria o mundo governado por um alentejano?
Era um descanso………

Sei de uma camponesa (alentejana)...

Uma canção especial para alguém especial...

Râguebi: O "Haka" dos All Blacks

Fã do futebol desde as fraldas, achava há uns anos o râguebi um desporto praticado por brutamontes às cabeçadas e encontrões uns aos outros e que de vez enquando davam uma biqueiradas no "melão", para a frente, com o intuito de o fazer passar pelo meio de uns paus altos que fazem de baliza…

Depois, quando já profissional de futebol, joguei num clube que tinha também equipa da râguebi. Por vezes via-os a treinar e pensava cá para comigo, "Isto não era desporto para mim, se me fizessem placagens destas e dessem encontrões, respondia com um soco nas ventas do primeiro que se atravessasse no caminho". No entanto, fazia-me confusão porque entre eles nunca havia confusões nem discussões... Aguentavam as "porradas" com um fair-play que me chegava a incomodar.

Aos poucos fui conhecendo a modalidade e estudei desportiva e sociologicamente o espírito nobre dos jogadores amadores que a praticam. Hoje, sou admirador da modalidade e particularmente da selecção nacional portuguesa "Os Lobos" e particular seguidor da mítica equipa dos All Blacks, da Nova Zelândia, que faz do "Haka" a sua imagem de marca.

Sobre o Haka:

O "Haka", originalmente um mantra de Guerra, é um nome genérico de danças da tribo Maori, da Nova Zelândia, que se tornou mundialmente famosa por ser executada pela equipa da râguebi dos All Blacks, uma das mais conceituadas mundo. O nome Haka de guerra que eles executam tradicionalmente é o Ka Mate, que significa "Eu morro", contraposto por Ka Ora, "Eu vivo". A dança é cantada e executada pelos jogadores para intimidar o adversário.
Expressões faciais, caretas, mostra de músculos e movimentos com os braços, culminam com um passo à frente, com postura de quem está prestes a arremessar uma lança, e distende-se a língua completamente para fora de forma ameaçadora, passando o polegar pela garganta como símbolo de morte. Um espectáculo!

"Invictus", um filme que vale a pena ver!


Para me distrair fui ontem ver o filme "Invictus" e gostei bastante. Assinado por Clint Eastwood, a história conta como Nelson Mandela, interpretado (brilhantemente) por Morgan Freeman, usou um acontecimento desportivo - a Taça do Mundo de Râguebi de 1995 - para unir política e socialmente uma nação em risco de desagregação.

A inspiradora história da triunfante caminhada da África do Sul no Campeonato do Mundo de Râguebi de 1995 é contada no filme, uma apetecível longa-metragem de Clint Eastwood, que nos oferece uma excelente narrativa que exterioriza na perfeição as inúmeras motivações que levaram Mandela e os "Springboks" às suas respectivas vitórias na política e no râguebi.

A história de "Invictus" (Invencível) acompanha os primeiros momentos da histórica presidência de Nelson Mandela, um homem que sabia que a sua preciosa nação continuava economicamente e racialmente dividida e ressentida após décadas de um violento regime de Apartheid.

Mandela acreditava que poderia unir o seu povo através da linguagem universal do desporto, assim sendo, apelou à equipa nacional de râguebi que exteriorizasse o poderoso orgulho e espírito sul-africano numa improvável caminhada até à Final do Campeonato do Mundo de 1995. E conseguiu!

Deixo-vos a tradução do poema "Invictus" de William Ernest Henley, que dá nome ao filme e que serviu como grande referência na luta que Nelson Mandela travou na prisão ao longo de 28 anos...

"Invictus"

Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por minha alma insubjugável agradeço

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - erecta

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.