Fã do futebol desde as fraldas, achava há uns anos o râguebi um desporto praticado por brutamontes às cabeçadas e encontrões uns aos outros e que de vez enquando davam uma biqueiradas no "melão", para a frente, com o intuito de o fazer passar pelo meio de uns paus altos que fazem de baliza…
Depois, quando já profissional de futebol, joguei num clube que tinha também equipa da râguebi. Por vezes via-os a treinar e pensava cá para comigo, "Isto não era desporto para mim, se me fizessem placagens destas e dessem encontrões, respondia com um soco nas ventas do primeiro que se atravessasse no caminho". No entanto, fazia-me confusão porque entre eles nunca havia confusões nem discussões... Aguentavam as "porradas" com um fair-play que me chegava a incomodar.
Aos poucos fui conhecendo a modalidade e estudei desportiva e sociologicamente o espírito nobre dos jogadores amadores que a praticam. Hoje, sou admirador da modalidade e particularmente da selecção nacional portuguesa "Os Lobos" e particular seguidor da mítica equipa dos All Blacks, da Nova Zelândia, que faz do "Haka" a sua imagem de marca.
Sobre o Haka:
O "Haka", originalmente um mantra de Guerra, é um nome genérico de danças da tribo Maori, da Nova Zelândia, que se tornou mundialmente famosa por ser executada pela equipa da râguebi dos All Blacks, uma das mais conceituadas mundo. O nome Haka de guerra que eles executam tradicionalmente é o Ka Mate, que significa "Eu morro", contraposto por Ka Ora, "Eu vivo". A dança é cantada e executada pelos jogadores para intimidar o adversário.
Expressões faciais, caretas, mostra de músculos e movimentos com os braços, culminam com um passo à frente, com postura de quem está prestes a arremessar uma lança, e distende-se a língua completamente para fora de forma ameaçadora, passando o polegar pela garganta como símbolo de morte. Um espectáculo!
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