quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

"Invictus", um filme que vale a pena ver!


Para me distrair fui ontem ver o filme "Invictus" e gostei bastante. Assinado por Clint Eastwood, a história conta como Nelson Mandela, interpretado (brilhantemente) por Morgan Freeman, usou um acontecimento desportivo - a Taça do Mundo de Râguebi de 1995 - para unir política e socialmente uma nação em risco de desagregação.

A inspiradora história da triunfante caminhada da África do Sul no Campeonato do Mundo de Râguebi de 1995 é contada no filme, uma apetecível longa-metragem de Clint Eastwood, que nos oferece uma excelente narrativa que exterioriza na perfeição as inúmeras motivações que levaram Mandela e os "Springboks" às suas respectivas vitórias na política e no râguebi.

A história de "Invictus" (Invencível) acompanha os primeiros momentos da histórica presidência de Nelson Mandela, um homem que sabia que a sua preciosa nação continuava economicamente e racialmente dividida e ressentida após décadas de um violento regime de Apartheid.

Mandela acreditava que poderia unir o seu povo através da linguagem universal do desporto, assim sendo, apelou à equipa nacional de râguebi que exteriorizasse o poderoso orgulho e espírito sul-africano numa improvável caminhada até à Final do Campeonato do Mundo de 1995. E conseguiu!

Deixo-vos a tradução do poema "Invictus" de William Ernest Henley, que dá nome ao filme e que serviu como grande referência na luta que Nelson Mandela travou na prisão ao longo de 28 anos...

"Invictus"

Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por minha alma insubjugável agradeço

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - erecta

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.

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